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Esquitossomose

A esquistossomose mansônica é uma doença infecciosa parasitária, causada por um trematódeo (Schistosoma mansoni) que vive na corrente sangüínea do hospedeiro definitivo, cuja evolução clínica pode variar desde formas assintomáticas até as extremamente graves. A magnitude de sua prevalência e a severidade das formas clínicas complicadas conferem à esquistossomose uma grande transcendência.

Agente etiológico

O agente etiológico é o Schistosoma mansoni, trematódeo digenético, da família Schistosomatidae, gênero Schistosoma.

Reservatório

O homem é o principal reservatório. Os roedores selvagens, primatas, marsupiais, são experimentalmente infectados pelo S. mansoni, o camundongo e o hamster são excelentes hospedeiros. No Brasil, foram encontrados naturalmente infectados alguns roedores, marsupiais, carnívoros silvestres e ruminantes. Ainda não está bem definida a participação desses animais na transmissão da doença.

Vetores

Hospedeiros intermediários

A transmissão da doença, numa região, depende da existência dos hospedeiros intermediários. No Brasil, as três espécies, por ordem de importância, envolvidas na transmissão da doença são: Biomphalaria glabrata, Biomphalaria straminea e Biomphalaria tenagophila. A distribuição conhecida do B. glabrata abrange 16 estados (Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe) e o Distrito Federal.

Modo de transmissão

Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (homem). Na água, estes eclodem, liberando larvas ciliadas denominadas miracídios, que infectam o hospedeiro intermediário (caramujo). Após quatro a seis semanas, abandonam o caramujo, na forma de cercárias que fi cam livres nas águas naturais.

O contato humano com águas que contêm cercárias, devido a atividades domésticas tais como lavagem de roupas e louças, de lazer, banhos em rios e lagoas; e de atividades profissionais, cultivo de arroz irrigado, alho, juta, etc., é a maneira pela qual o indivíduo adquire a esquistossomose.

 

 

Malária

  No Brasil, após a realização da campanha de erradicação, durante a década de 60, o número de casos de malária atingiu o seu valor mais baixo: 52.469 casos, confinando-se a transmissão, praticamente, à região amazônica. A manutenção da transmissão, após a campanha, foi atribuída à baixa densidade e à dispersão populacional na Amazônia, que dificultam a execução das ações de controle; ao tipo de habitação predominante nessa área que facilita os contatos homem-mosquito e atrapalha a aplicação de DDT; e ao aumento progressivo das cepas de Plasmodium falciparum resistentes à cloroquina, impedindo o esgotamento das fontes de infecção, com os recursos habitualmente utilizados (OPS, 1975).
MORFOLOGIA – Plasmodium – Malária

Estas formas abaixo podem aparecer no sangue circulante e são usadas para diagnóstico específico.

  •  Esporozoíto – é a forma infectante que o mosquito inocula no homem.
  • Trofozoíto jovem – tem um aspecto de anel.
  • Trofozoíto maduro – o citoplasma é irregular e com vacúolo.
  • Esquizonte – o citoplasma é irregular e vacuolizado
  • Rosácea – cada fragmento do núcleo, acompanhado de uma porção de citoplasma.
  • Merozoíto – é uma forma ovada contendo um núcleo, pequena porção de citoplasma, é forma assexuada.
  • Macrogametócito – é a célula sexuada feminina.
  • Microgametócito – é a célula sexuada masculina.
  • Ovo ou zigoto – dentro do mosquito – têm forma esférica.
  • Oocisto – é o ovo encistado na parede do estomago do mosquito e dará origem aos esporozoítos.

 BIOLOGIA

Hábitat – varia conforme o ciclo evolutivo do parasito. Assim no homem temos formas parasitando hepatócitos durante a fase pré-eritrócítica e formas parasitando as hemácias durante a fase eritrocítica. No mosquito formas parasitas no estômago e  glândulas salivares.

CICLO BIOLÓGICO

É do tipo heteroxênico, onde o homem é o hospedeiro intermediário e o mosquito fêmea do gênero Anopheles é o definitivo.

  1. No homem – reprodução assexuada do tipo esquizogonia.
Fase pré-eritrocítica: fígado
 
Fase eritrocítica: hemácias

 

  

 

 2.  No mosquito – reprodução sexuada do tipo esporogonia.

Estômago e glândulas salivares.
 
   

























  

 

 



Leishmania – Parasitologia

Causa a Leishmaníose, que pode ser visceral e cutânea. Suas formas evolutivas, são: Amastigota: no vertebrado; promastigota no invertebrado (inseto – flebotomo).

Vetor:

Família: Psychodidae

Subfamília: Phlebotominae

Gênero: Lutzomyia

Espécie: Lutzomyia longipalpis

Características morfológicas: cor amarelada, cabeça com antenas longas, asas grandes, hialinas densamente, revestidas de cerdas longas, cabeça alongada retraída na base.

Diferenciação de machos e fêmeas: os machos tem mandíbulas rudimentares(não sendo capazes de penetrar na pele dos vertebrados e nem de se alimentar de sangue. #Pela terminália no final do tórax (apêndice em forma de garra(machos). As fêmeas são hematófogas e os machos fitófogos. Ambos vivem em mata fechada, seus ovos são depositados em solo úmido.

Importância médica da identificação das fêmeas: quando a fêmea pica um vertebrado infectado, libera a promastigota que fica localizada na boca.

OBS.: O inseto (infectado) libera promastigota( que vive fora da célula que é alongada; e infecta o indivíduo) é inoculada no vertebrado nas células dos macrófagos e libera as amastigostas (dentro da célula).

Diz-se flebotomo, o inseto que suga o sangue do vertebrado infectado que levará as amastigotas para os macrófagos que logo após será chamado de promastigota.

LTA – Leishmaniose Tegumentar Americana

é uma enfermidade polimórfica da pele e das mucosas, caracterizada pela presença de lesões ulcerosas indolores, causada por parasitos do gênero Leishmania, cujo vetor é o mosquito do gênero Lutzomyia.

Morfologia:

Formas amastigotas: apresentam-se tipicamente ovóides ou esféricas.

Formas promastigotas: são formas alongadas em cuja região anterior emerge um flagelo livre.

Formas paramastigotas : apresentam-se ovais ou arredondas com o cinetoplasto margeando o núcleo ou posterior a este e um pequeno flagelo livre.

Reprodução por divisão binária.

No Brasil, a espécie mais encontrada é L. chagasi  , sendo três as conhecidas: L. infantum, L.donavani e L. chagasi.

Patologias associadas a Chagasi: hepatomegalia ¹, esplenomegalia²   e Pancitopenia ³. Dadas em decorrência do intenso e grande recombate das células infectadas pelo parasita, como: leucócitos e macrófagos.. podendo ou não estas estarem infectadas.

Diagnóstico:

Feito pela punção da medula osséa (patogênica) / Cultura ;  Punção de fígado e baço / Imunológico (ELISA, IFI);  Exames inespecíficos= formol gel, provas hepáticas, hemograma.

 O diagnóstipo depende do tipo de leishmania, que pode ser: visceral e tegumentares. Atingem os seres humanos e cães, esse ultimo conhecido como calazá.

mais infos: http://www.ibb.unesp.br/departamentos/Educacao/Trabalhos/obichoquemedeu/protozoario_leishmaniose.htm

¹ aumento do fígado.  ² aumento do baço.  ³ diminuição global do número de elementos figurados do sangue: eritrócitos, leucócitos e trombócitos.

Amebas Testáceas

Minha apresentação de artigo,  na monitoria da Disciplina Zoo I, foi com o seguinte artigo :

Horizontal distribution patterns of testate amoebae (Rhizopoda, Amoebozoa) in plankton samples of the Corumbá reservoir area, state of Goiás, Brazil.

Fábio Amodêo Lansac-Tôha*, Luiz Felipe Machado Velho, Cláudia Costa Bonecker and Anderson Setsuo Miyashiro Aoyagui.

Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura, Universidade Estadual de Maringá, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringá-Paraná, Brazil. *Author for correspondence.

Padrões de distribuição horizontal de tecamebas (Rhizopoda, Amoebozoa) em amostras de plâncton na área do reservatório de Corumbá, Estado de Goiás, Brasil. O objetivo deste estudo foi discutir as variações horizontais na assembléias de tecamebas em diferentes regiões do reservatório de Corumbá. Foi identificado um total de 61 taxa pertencentes a 8 famílias. Difflugiidae foi a mais rica em número de taxa. O maior número de taxa foi registrado em ambientes lóticos. O aumento na velocidade de corrente, descarga e a lavagem da vegetação marginal resultaram em um incremento na riqueza de espécies nos ambientes lóticos. Por outro lado, a presença de muitas espécies acidentais nas zonas lacustre e transicional do reservatório pode ser em razão de essas serem regiões profundas e extensas. Centropyxis aculeata foi constante em todas as regiões, com exceção da zona lacustre do reservatório. Outros taxa foram constantes somente nos ambientes lóticos (rio Corumbá-jusante e tributários) e zona fluvial do reservatório: Arcella conica, A. costata, A. discoides, A. vulgaris, Centropyxis ecornis e Difflugia gramen.

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Da apresentação deste artigo, resulto uma ampla discussão sobre o tema abordado, sua importância e críticas.

Grandes nomes neste artigo:  Fábio Amodêo Lansac-Tôha, Luiz Felipe Machado Velho.

Projeto: protistas heterotróficos

Projeto idealizado por Amélia Neli, Elísia Bastos Moraes (eu), Gabriela Santana, Laís Cardoso e Suelen Rodrigues, por orientação do Professor de Zoologia e especialista  Paulo Tadeu e da Bióloga Fabiana Reis.

Local de Coleta - rio Imbassaí - Foto: Suelen Rodrigues

Aspecto físico do ponto 4 - Foto: Suelen Rodrigues

Coleta - ponto 4 - Foto: Suelen Rodrigues

Ponto de coleta 3 - Foto: Suelen Rodrigues

ponto de coleta 2 - Foto: Suelen Rodrigues

Ponto de coleta 1 - Foto: Suelen Rodrigues